28 de mar de 2009

Piramides de benefícios


Já ouviram falar sobre piramides de benefícios?

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Como todos sabem, o paypal é um site sério e não precisa ter medo em colocar seus verdadeiros dados (se quiser).

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Colesterol

3. Colesterol

3.1 Introdução

O colesterol é um álcool integrante da fórmula de alguns lipídios, encontrado nas membranas celulares de todos os tecidos do corpo humano, que é transportado no plasma sanguíneo de todos os animais. Também é um reagente necessário à biossíntese de vários hormônios, da vitamina D e do ácido biliar.

A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. O colesterol tem papel central em muitos processos bioquímicos, mas é mais conhecido pela associação existente entre doenças cardiovasculares e as diversas lipoproteínas que o transportam, e os altos níveis de colesterol no sangue.

O colesterol é insolúvel em água e, conseqüentemente, insolúvel no sangue. Para ser transportado através da corrente sanguínea ele se liga a diversos tipos de lipoproteínas, partículas esféricas que tem sua superfície exterior composta principalmente por proteínas hidrossolúveis. Existem vários tipos de lipoproteína, e elas são classificadas de acordo com sua densidade. As duas principais lipoproteínas usadas para diagnóstico dos níveis de colesterol são:
Lipoproteínas de baixa densidade (Low Density Lipoproteins ou LDL): acredita-se que são a classe maléfica ao ser humano, por serem capazes de transportar o colesterol do fígado até as células de vários outros tecidos. Nos últimos anos, o termo (de certa forma impreciso) "colesterol ruim" ou "colesterol mau" tem sido usado para referir ao LDL que, de acordo com a hipótese de Rudolf Virchow, acredita-se ter ações danosas (formação de placas arteroscleróticas nos vasos sanguíneos).

Lipoproteínas de alta densidade (High Density Lipoproteins ou HDL): acredita-se que são capazes de absorver os cristais de colesterol, que começam a ser depositados nas paredes arteriais (retardando o processo aterosclerótico). Tem sido usado o termo "colesterol bom" para referir ao HDL, que acredita-se que tem ações benéficas.

3.2 Alterações no nível de colesterol.

Hipercolesterolemia

O termo hipercolesterolemia refere-se a níveis aumentados de colesterol na corrente sanguínea. Condições com elevadas concentrações de partículas LDL oxidadas, especialmente partículas LDL pequenas, estão associadas com a formação de ateromas nas paredes das artérias, uma condição conhecida como aterosclerose, que é a principal causa de doença coronariana cardíaca e outras formas de doença cardíaca. Em contraste, as partículas de HDL (especialmente HDL grandes) têm sido identificadas como um mecanismo pelo qual o colesterol e mediadores inflamatórios podem ser removidos do ateroma. As taxas aumentadas de HDL estão relacionadas a taxas menores de progressão e até mesmo regressão dos ateromas.

Hipocolesterolemia

Os níveis anormalmente baixos de colesterol são chamados de hipocolesterolemia. As pesquisas sobre as causas desta condição são relativamentes limitadas: enquanto alguns estudos sugerem uma relação com a depressão, câncer e hemorragia cerebral, ainda não se sabe ao certo se os níveis baixos de colesterol são a causa destas condições ou se são um epifenômeno.

3.3 Exames que detectam o nível de Colesterol.

A melhor maneira de medir os níveis de colesterol é com um exame de sangue chamado de perfil lipídico.

O perfil lipídico compreende as dosagens do colesterol total, triglicérides, HDL-colesterol e LDL- colesterol, quando possível. Os três primeiros são dosados e o último segue a fórmula de Friedewald: LDL-C = CT - HDL-C - TG/5 (pode ser utilizada quando TG Valores de referência dos lípides para indivíduos maiores de 20 anos de idade


Lípides Valores (mg/dL) Categoria

Colesterol total <> 60 Alto

Triglicérides <>


A forma mais comum de medir o seu colesterol é verificar qual o colesterol total presente no sangue. Os níveis de colesterol poderão ser verificados através de uma pequena amostra de sangue colhida no dedo ou no braço, que serão depois medidos em miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue. Este teste permitir-lhe-á saber qual é o seu colesterol total.
Se o seu colesterol total for igual ou superior a 190 mg/dl será conveniente fazer um teste em jejum.


4 - Bibliografia Consultada & Citações.

Exame de uréia; Laboratóriobburigo – www.laboratorioburigo.com.br
Colesterol– Wickpédia, enciclopédia livre
Uréia sérica – diagnosticosdaamerica. www.diagnosticosdaamerica.com.br
http://www.invitro.com.br/principal/produto/bulaspdf/quimicaclinica/enzimatica/ureiaenz.pdf
www.abxdosadude.com.br
Col exames. – www.pifzer.pt


www.arquivos-virtuais.blogspot.com

Ácido Úrico no corpo humano




2. Ácido Úrico

2.1 Introdução

O ácido úrico é um composto orgânico de carbono, nitrogênio, oxigênio e hidrogênio. Sua fórmula química é C5H4N4O3.

O ácido úrico é um produto de eliminação do metabolismo do nitrogênio no corpo humano, encontrado na urina em pequenas quantidades. No sangue humano, a concentração de ácido úrico entre 3,6 e 8,3 mg/dl é considerada normal pela Associação Médica Americana, podendo ser encontrado em níveis mais baixos nos vegetarianos.

A gota é uma denominação associada a níveis anormais de ácido úrico no organismo. A saturação de ácido úrico no sangue humano pode dar lugar a um tipo de cálculo renal quando o ácido cristaliza nos rins.

2.2 Como ocorrem as doenças relacionadas ao ácido úrico.

O conhecimento do metabolismo do ácido úrico é necessário para entender como ocorrem as diversas doenças a ele relacionadas e para possibilitar o tratamento adequado. Sabemos que as alterações dos níveis séricos (relativo a soro), do ácido úrico para cima ou para baixo causam complicações como:

gota,

artrite úrica,

insuficiência renal aguda e/ou crônica,

cálculo renal, etc.


O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas (proteínas), por ação de uma enzima. Ele é um ácido fraco e a sua forma ionizada, o urato monossódico, é a forma encontrada no plasma humano, no líquido extra-celular e na sinóvia. A sinóvia é o líquido viscoso, que preenche as cavidades articulares.

As purinas sofrem um processo de degradação em hipoxantina e esta se transforma em xantina. Por sua vez, a xantina, por ação irreversível de uma enzima denominada de xantina oxidase, se transforma em ácido úrico e este em urato de sódio. A maior parte dos uratos são produzidos no fígado provenientes do desdobramento das proteínas endógenas e exógenas. Vale ressaltar que a velocidade e a quantidade de ácido úrico formado a partir das purinas dependem da xantina oxidase, quanto maior for a quantidade desta enzima maior a formação de ácido úrico. Há defeitos familiares, como pequena produção da enzima que, herdados, podem influir na quantidade de ácido úrico formado.

A taxa dos uratos do nosso organismo está no limite da solubilidade dos uratos, que é de 6,8 mg %, na temperatura normal do corpo humano. Os sais de urato de sódio são muito solúveis à temperatura de 37º C, mas se depositam com facilidade nas articulações periféricas, joelhos, tornozelos, calcanhares e artelhos do pé, nos quais a temperatura do corpo é mais baixa, provocando inflamações. Quando o ácido úrico é superior a 8 mg % no plasma sangüíneo, ele pode se depositar em qualquer tecido do organismo, dependendo muito das condições locais. Quando isso ocorre, pode surgir processo inflamatório como gota, artrite, tofo e nefrite.

De uma maneira geral, o organismo humano não é capaz de metabolizar ou destruir os uratos, por isso, para manter equilibradas e normais as taxas de ácido úrico no organismo, é necessário que ele seja eliminado pelo rim e/ou pelo intestino.

Quando o ácido úrico está aumentado no sangue, dizemos que há hiperuricemia e, quando as taxas se encontram diminuídas, se diz que há hipouricemia.

2.3 Alterações do ácido úricoHIPOURICEMIA

Considera-se que há hipouricemia, quando o ácido úrico plasmático é inferior a 2,5 mg%. É uma síndrome clínica assintomática com várias causas, pouco conhecida. A hipouricemia deve ser investigada e tratada para evitar conseqüências desagradáveis como a formação de cálculos de ácido úrico, que ocorre pelas grandes perdas renais de uratos. A hipouricemia pode ser primária (permanente) ou adquirida (intermitente).




A hipouricemia primária ocorre em casos hereditários ou quando há grandes perdas de xantina pela urina (hiperxantinúria). A perda de xantina diminui muito o material necessário para a transformação de xantina em ácido úrico e, como conseqüência, ele está diminuído no plasma.

Na hipouricemia adquirida, o ácido úrico está muito baixo porque é eliminado em grandes quantidades pela urina. Isto pode ocorrer pelo uso de substâncias uricosúricas que aumentam a perda de ácido úrico pela urina como aspirina em altas doses, benziodarona, citrato, probenecide, ácido ascórbico, estrógenos e outros. Outro tipo de hipourecemia adquirida ocorre com o uso indiscriminado e não controlado de alopurinol, substância inibidora da ação da enzima xantina oxidase, que transforma a xantina em ácido úrico.

HIPERURICEMIA

A hiperuricemia é o termo referente ao estado sangüíneo no qual o ácido úrico no plasma (soro) está acima de 6 mg% nas mulheres e 7 mg% nos homens. Geralmente assintomática, a hiperuricemia está relacionada a outras doenças, como:


a acidose metabólica,

alcoolismo,

diabete,

gota,

hipertiroidismo,

toxemia gravídica,

policitemia,

leucemia,

uso abusivo de diuréticos

e, em certos casos, de cálculos renais.



2.4 Exames que detectam o nível de ácido úrico.
Os exames que detectam o nível de ácido úrico no corpo humanos, são:

O Exame de Sangue:

O exame de sangue é feito da seguinte maneira: O sangue é colhido de uma veia (punção venosa), geralmente da prega do cotovelo ou dorso da mão. O local da punção é limpo com anti-séptico e um torniquete (uma tira elástica), ou um aparelho utilizado para medir a pressão sangüínea, é colocado ao redor do braço para comprimi-lo e restringir o fluxo de sangue através da veia. Isto faz com que a porção da veia abaixo do torniquete se distenda (se encha de sangue). Uma agulha é introduzida na veia e o sangue coletado em um tubo vedado ou seringa. Durante o procedimento, o torniquete é removido para restaurar a circulação. Quando o sangue tiver sido coletado, a agulha é removida e o local da punção coberto para evitar qualquer sangramento.

A ultra-sonografia detectará a maioria dos cálculos intra-renais e do ureter distal, mas não aqueles do ureter médio; é muito útil para avaliar o grau de obstrução/dilatação pielo-ureteral(cavidades do rim e ureter).

O EAS(exame de urina)

4 - Bibliografia Consultada & Citações.

Exame de uréia; Laboratóriobburigo – www.laboratorioburigo.com.br
Colesterol– Wickpédia, enciclopédia livre
Uréia sérica – diagnosticosdaamerica. www.diagnosticosdaamerica.com.br
http://www.invitro.com.br/principal/produto/bulaspdf/quimicaclinica/enzimatica/ureiaenz.pdf
www.abxdosadude.com.br
Col exames. – www.pifzer.pt




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Uréia no corpo humano







1 – Uréia

1.1 Introdução


Uréia é um composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C. Tóxica, a uréia forma-se principalmente no fígado, sendo filtrada pelos rins e eliminada na urina ou pelo suor, onde é encontrada abundantemente; constitui o principal produto terminal do metabolismo protéico no ser humano e nos demais mamíferos. Em quantidades menores, está presente no sangue, na linfa, nos fluidos serosos , nos excrementos de peixes e de muitos outros animais inferiores. Altamente azotado, o nitrogênio da uréia (que constitui a maior parte do nitrogênio da urina), é proveniente da decomposição das células do corpo e também das proteínas dos alimentos. A uréia também está presente no mofo dos fungos, assim como nas folhas e sementes de numerosos legumes e cereais. É solúvel em água e em álcool , e ligeiramente solúvel em éter.

1.2 Fatores que alteram o nível de uréia no corpo.

Fisiologicamente a uréia se eleva devido a dieta hiperprotéica ou com a idade, particularmente após 40 anos. Sua diminuição ocorre na gravidez normal e nos indivíduos em dietas com baixo valor protéico e alto conteúdo glucídico. Elevações da uréia por defeitos de excreção se devem a causas pré-renais (insuficiência cardíaca congestiva), causas renais (nefrites, pielonefrites, e insuficiência renal aguda ou crônica) e pós-renais (obstruções do trato urinário por cálculos, carcinomas ou pólipos). Elevações da uréia ocorrem também por catabolismo elevado (febre, septicemia, uso de corticosteroides) e hemorragia internam, principalmente do trato grastointestinal.

Os aumentos dos níveis séricos da uréia podem ser classificados, de acordo com a sua origem, como pré-renais, renais e pós-renais. O quadro abaixo apresenta essa classificação.


UREMIA PRÉ-RENAL

(Função renal normal)
Níveis aumentados de produção
de uréia ou diminuição
do fluxo sangüíneo
Catabolismo protéico aumentado, ingestão excessiva de proteínas, choque traumático ou hemorrágico, desidratação, descompensação cardíaca aguda, absorção de grandes hemorragias, infecções maciças ou toxemia.

UREMIA RENAL

Doença renal intrínseca
Doença renal glomerular ou tubular aguda ou crônica ou lesão parenquimatosa difusa.

UREMIA PÓS-RENAL

(Reabsorção da uréia )
Obstrução do fluxo renal
Obstrução do trato urinário por cálculo, obstrução externa, tumores de bexiga, tumores ou hipertrofia da próstata, defeitos congênitos de bexiga ou uretra

Os níveis de uréia diminuídos são mais raros e decorrem de importante restrição da ingesta de proteínas, desidratração, reposição excessiva de líquidos, durante a gestação e nas doenças hepáticas graves por diminuição da síntese da uréia.

1.3 Exames que detectam o nível de uréia.

Os exames que detectam o nível de uréia no corpo humano, são: O exame de urina e o exame de sangue.

A uranálise ou urinálise é a análise da urina com fins de diagnóstico ou prognóstico de estados fisilógicos ou patológicos. Consiste em uma subespecialidade da Patologia clínica. A análise da urina é um dos métodos mais comuns de diagnóstico médico.

A urina é um material de coleta simples, não invasiva e indolor, e seu exame fornece importantes informações tanto do sistema urinário como do metabolismo e de outras partes do corpo.

Exame de Rotina da Urina(EAS)

1. Avaliação da cor (normalmente amarela ou amarela clara) e do aspecto (límpido ou turvo) são determinados por observação direta; neste mesmo momento, pode-se atentar e registrar eventuais odores anormais.

2. Análise bioquímica da urina através de tiras reagentes. Existem diversa marcas de tiras reagentes para urinálise, que consistem em tiras de matéria plástica contendo diversos campos com reagentes químicos, que determinam a presença ou ausência de determinadas substâncias químicas na urina. Essas tiras são imersas na urina homogeneizada, aguarda-se um tempo de reação que varia em torno de 30 a 60 segundos, e a alteração de cada campo é comparada a uma escala visual. O procedimento pode também ser automatizado e é semi-quantitativo para algumas das substâncias. Entre os campos reagentes mais importantes estão os que determinam:

3. Análise microscópica do sedimento urinário. Para esta, é necessária a centrifugação e concentração da urina em condições padronizadas. O sedimento concentrado é analisado à microscopia óptica, à procura de elementos anormais, que podem ser avaliados semi-quantitativamente ou quantitativamente (análise mais precisa). Podem estar presentes, entre outros elementos:




Urocultura

A coleta de urina para a urocultura é ainda mais exigente do que a coleta para o EAS. Deve ser utilizado coletor próprio estéril, tomando-se todo o cuidado para não contaminar a urina com bactérias provenientes de fora do sistema urinário. A coleta segue os mesmos procedimentos da coleta do EAS, com a diferença de que se deve adotar técnica estéril. Deve ser feita de preferência no próprio laboratório, sob supervisão de um profissional treinado. O ideal é colher a primeira urina da manhã, mas se não for possível deve-se colher urina que permaneceu na bexiga pelo menos por um período de duas a quatro horas. Dentro do laboratório, a urina colhida no mesmo frasco pode ser separada e destinada à execução do EAS.

Exame de sangue: são exames laboratoriais realizados no sangue para adquirir informações sobre doenças e funções dos órgãos. Como o sangue flui por todo o corpo, atuando como meio de obtenção de oxigênio e nutrientes pelos tecidos, e levando de volta os produtos usados para os sistemas excretórios, o estado do sangue afeta, ou é afetado, por muitas doenças ou condições médicas. Por estas razões, os exames de sangue são os exames médicos mais comuns. O sangue é obtido de um paciente através de uma punção na veia ou um pequeno furo no dedo.

O sangue do indíviduo é colhido com anticoagulante (EDTA), para se evitar a coagulação do mesmo. Após a coleta com seringa descartável, o sangue é transferido para um tubo de ensaio de vidro, que deverá ser rotulado, contendo o nome do paciente e lacrado com tampa. Não há necessidade de colher o sangue com o indivíduo em jejum. Após a coleta, o tubo deverá ser enviado a um laboratório capaz de fazer o hemograma.

Hoje em dia o hemograma é feito em aparelhos. Os aparelhos usam uma pequena quantidade de sangue. Há dois sensores principais: um detector de luz e um de impedância elétrica.
As células brancas, ou leucócitos, podem ser contadas baseando-se em seu tamanho ou através de suas características. Quando a contagem é baseada no tamanho das células, o aparelho as diferencia por 3 tipos: células pequenas (linfócitos), células médias (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e células grandes (monócitos). Esse primeiro tipo de aparelho requer uma contagem manual de células pois não diferencia as células de tamanho médio, podendo omitir uma eosinofilia, por exemplo. Os que utilizam o método de características da células são mais precisos.
Em relação a série vermelha, o aparelho mede a quantidade de hemoglobina, o número de hemácias e o tamanho das hemácias. Realizando cálculos para chegar ao valor do hematócrito, e os outros índices hematimétricos. As plaquetas também são contadas por aparelhos.

1.4 Uremia.

Uremia significa elevação de uréia no sangue. A uréia sempre está elevada na insuficiência renal, mas não é um marcador confiável de função renal, pois sua elevação depende muito da alimentação e do estado de hidratação do paciente.

A uremia surge quando há comprometimento da capacidade do sistema renal de depurar o sangue dos produtos nitrogenados (uréia e creatinina) resultantes do metabolismo protéico, que uma vez elevados no sangue resultam num estado de náuseas, mal-estar, vômitos, fraqueza, cefaléia, distúrbio de coagulação, torpor e até coma.

A uremia é condição clínica em que os rins perderam as suas funções de limpar o sangue de suas impurezas originárias dos produtos de degradação naturais dos alimentos ingeridos para alimentação do organismo. Assim, estas substâncias tóxicas ficam, então, retidas no sangue e nos tecidos orgânicos e põem em risco a vida dos pacientes em curto intervalo de tempo.

Para se ter uma visão mais real desta entidade clínica (uremia), e não fique nenhuma duvida, vamos considerar o ser humano como um tubo aberto em duas extremidades, - uma das quais funciona para que lhe seja administrado o de que precisa para lhe manter a vida (alimentá-lo); enquanto a outra, nada mais é do que a que lhe permite a eliminação do produto final, inaproveitável, do que foi ingerido.

Na uremia, o ser humano se torna como um tubo aberto numa única extremidade: a da administração!

Assim, com a uremia, o paciente deixa de urinar. Acumula muito líquido. Surge-lhe elevação da pressão sangüínea arterial. O coração se torna insuficiente. Os pulmões ficam congestionados. Surge-lhe a anemia grave que se exterioriza pela palidez e manifestação digestiva, tais como náusea, vômitos, diminuição do apetite, além de outros sintomas, como a fraqueza muscular, hálito urinoso, coceira intensa em toda superfície corporal (“prurido”) e mudança de comportamento que, muitas vezes, o leva à depressão : uma vida sem qualidade!

4 - Bibliografia Consultada & Citações.

Exame de uréia; Laboratóriobburigo – www.laboratorioburigo.com.br
Colesterol– Wickpédia, enciclopédia livre
Uréia sérica – diagnosticosdaamerica. www.diagnosticosdaamerica.com.br
http://www.invitro.com.br/principal/produto/bulaspdf/quimicaclinica/enzimatica/ureiaenz.pdf
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24 de mar de 2009

Diabete (Diabete 1 e Diabete 2)



Veja nossos colaboradores
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1 – Introdução.

Antes de discutir os aspectos clínicos do diabetes, é necessário descrever os efeitos metabólicos da insulina, nos estados normal e anormal. A insulina é, simplesmente, sinal de animal “alimentado”. Após grande refeição, os elevados níveis circulantes da insulina dizem aos tecidos orgânicos para retirar e armazenar a energia. Um nível intermediário de insulina circulante, decorrente de uma refeição menor, assinala aos tecidos para retirar e armazenar menos rapidamente a energia. Por outro lado, um baixo nível de insulina, como ocorre durante o jejum, diz ao organismo que não está entrando energia e que os depósitos orgânicos devem, por conseguinte, liberar de volta para o sangue seus nutrientes armazenados.

 A insulina e seus efeitos metabólicos normais e anormais formam um contínuo de eventos metabólicos, variando daqueles encontrados quando há uma falta total ou quase total de efeitos metabólicos da insulina (cetoacidose diabética), àqueles que ocorrem após uma grande refeição, numa pessoa normal.

2 - A Utilização Tecidual do Combustível.

Em contraste com o armazenamento, em que predomina a gordura, o cérebro e outros tecidos necessitam de glicose. Assim, a concentração da glicose no homem normal é limitada à zona entre 50 e 150 mg por 100 ml, as concentrações acima do mínimo necessário para o cérebro e abaixo daquela que satura a capacidade renal de reabsorção renal. A insulina desempenha papel dominante na manutenção da glicose dentro dessa faixa.

Em resumo, após a alimentação, é necessário elevado nível de insulina para a incorporação da glicose ao glicogênio hepático e muscular, para que o músculo consuma glicose para as necessidades energéticas, para que tanto o fígado quanto o tecido adiposo elaborem ácidos graxos a partir da glicose, para que os aminoácidos sejam incorporados à proteína muscular, para que os quilomícrons circulantes descarreguem seus ácidos graxos no tecido adiposo e para que esses, por sua vez, sejam reesterificados e incorporados aos depósitos de triglicerídeos no meio da célula.

3 - Diabetes.

Com o estado metabólico brevemente descrito, parece que as anormalidades da secreção da insulina devam resultar na alteração da homeostase do combustível. Caso a secreção da insulina não possa ser rapidamente aumentada, após a administração de uma refeição, a velocidade de absorção intestinal ultrapassará apreciavelmente a captação periférica de todos os combustíveis, resultando em hiperglicemia alimentar, hiperaminoacidemia e hiperglipemia. Isso é facilmente demostrado através de uma refeição simples com glicose, enquanto que o nível da glicemia após a glicose recebida por via oral ou venosa é seguido durante algum tempo. Caso a liberação de insulina seja inadequada, o nível de glicose estará alto e permanecerá mais elevado durante tempo mais prolongado, devido a incapacidade do organismo de receber um sinal de “alimentação” adequado. Caso a eficiência de insulina seja mais acentuada e insuficiente para facilitar o ingresso da glicose no músculo e nas células adiposas ou a incorporação da glicose no glicogênio hepático, porém ainda suficiente para deprimir a cetogênese e a gliconeogênese hepática, a carga permanecerá na circulação. A contração de glicose ultrapassa, então, o limiar renal e sai na urina, desencadeando-se então a desidratação, a hipovolemia e intensa hiperglicemia que levam ao como hiperosmolar.

Caso a dificiência de insulina seja intensa, independentemente da concentração da glicose, a liberação de aminoácido do músculo e de ácidos graxos do tecido adiposo proverá o fígado com quantidades cada vez maiores de substratos glicogênicos e cetogônicos, respectivamente. Como no jejum prolongado, há também uma diminuição da utilização periférica de cetoácidos, os níveis de B – hidroxibutirato e acetoacetato elevam-se rapidamente no organismo, e ocorre uma cetoacidose grave, além de acentuada hiperglicemia, desidratação e depleção volumétrica.

4 - Diabete Tipo 1

A diabetes tipo 1 afeta cerca de 5% das pessoas que tem diabetes. É às vezes referido como a diabetes juvenil porque há uma alta taxa de diagnósticos em crianças entre 10 e 14 anos de idade, mas pessoas de qualquer idade podem desenvolver este tipo de diabetes. Também pode ser chamada diabetes insulino-dependente, porque as pílulas para a diabetes são ineficientes em tratar os altos níveis de glicose no sangue; esses indivíduos precisam de injeções de insulina para controlar sua glicose sanguínea. um pequeno número de pessoas com o tipo 1, que estão nos estágios bem iniciais da doença, podem não necessitar ainda da insulina; mas, eventualmente, sim.

A diabetes tipo 1 é uma doença de glóbulos brancos "confusos". Normalmente, essas células são responsáveis por reconhecer substâncias ou células estranhas em nosso sangue e atacá-los com anticorpos. Na diabetes tipo 1, as células brancas acreditam que as células beta do pâncreas não pertencem ao nosso corpo. Ocorre uma inflamação e os anticorpos atacam as células beta. Essa destruição pode acontecer tanto rapidamente, quanto por um longo período de tempo. Quando muitas células beta forem perdidas, desenvolve-se a deficiência de insulina e os níveis de glicose sanguínea começam a subir.



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Ocasionalmente uma infecção viral pode ser identificada como o gatilho para o início da doença, mas geralmente nem é identificada. Para complicar ainda mais as coisas, nem sempre é possível identificar a presença de anticorpos (o sinal de uma reação auto-imune) no sangue.

Na diabetes tipo 1, há uma chance de desenvolver cetoacidose devido à extrema falta de insulina. A falta de insulina torna difícil ao organismo utilizar glicose para obtenção de energia. Se o corpo não pode obter glicose do sangue, ocorre quebra de gordura para suprir energia das células. Um dos produtos dessa quebra são as cetonas, compostos mais ácidos que os tecidos normais do corpo; tais compostos então se acumulam no sangue. Normalmente as cetonas são removidas do sangue pelos rins e saem do corpo pela urina. Quando são produzidas mais cetonas que os rins conseguem remover, elas se acumulam no sangue. Se não tratado, isso pode levar à cetoacidose, uma condição extremamente séria e que exige tratamento rápido. Essa situação pode levar ao coma e à morte.

A diabetes é do tipo 1 quando surge antes dos 35 anos, em uma pessoa magra, sem histórico familiar de diabetes e se necessita de injeções de insulina. Testes adicionais podem ser feitos para confirmar o diagnóstico. Esses testes incluem medição dos anticorpos anticélulas beta (os anticorpos direcionados para destruir as células beta), o nível de peptídeo-C (uma medida da quantidade de insulina que está sendo produzida pelo corpo) e cetonas na urina. Um resultado positivo para teste de anticorpos anticélulas beta, um baixo nível de peptídeo-C ou a presença de cetonas na urina sugerem um diagnóstico de diabetes tipo 1.

No entanto, ocasionalmente uma pessoa nos estágios iniciais da diabetes tipo 1 ainda pode ter algumas células-beta nas ilhotas que secretam insulina suficiente para que as injeções não sejam necessárias. Remédios ou mudanças na dieta, atividade física e mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para controlar os níveis de glicose sanguínea (glicemia). Como os glóbulos brancos da pessoa que tem diabetes tipo 1 continuarão atacando, as células beta restantes produtoras de insulina serão destruídas. Por isso, com o tempo as injeções de insulina se tornarão necessárias para tratar a doença.

5 - Diabete do tipo 2

A diabetes tipo 2 é a forma mais comum de diabetes. Estima-se que mais de 90% das pessoas que têm diabetes têm o tipo 2. A causa parece ser resistência à ação da insulina e/ou deficiência na secreção de insulina. Mas como separá-la da diabetes tipo 1? A diabetes tipo 2 quase nunca causa cetoacidose e não mostra evidências de auto-imunidade (em outras palavras, não existem sinais de anticorpos atacando as células betas nas ilhotas). Pessoas com diabetes tipo 2 normalmente têm mais de 35 anos, estão acima do peso e têm um histórico familiar de diabetes tratada com remédios ou dieta. Separar o tipo 1 do tipo 2 pode ser muito difícil. Na verdade, descobriu-se que quase 5% dos adultos que foram diagnosticados como tendo o tipo 2 têm na verdade o tipo 1. Além disso, a incidência da diabetes tipo 2 na infância está aumentando rapidamente, o que torna o diagnóstico automático da diabetes tipo 1 em crianças menos confiável.

A diabetes tipo 2 começa décadas antes do diagnóstico, com um aumento da resistência à insulina. Esse aumento da resistência é o resultado da genética, ganho de peso (especialmente gordura abdominal), diminuição da atividade física e envelhecimento. O principal local de resistência à insulina é o tecido muscular, que normalmente utiliza mais de 80% da glicose fornecida ao organismo. Devido a essa resistência, os níveis de insulina começam a subir. Para suprir a falta ou a redução da eficácia da insulina, o corpo começa a produzir mais insulina. Por razões não totalmente claras, em pessoas com tendência a ter diabetes, as células beta falham em manter a demanda aumentada de insulina. A produção de insulina torna-se enfarto insuficiente. No início, os níveis de glicose plasmática começam a subir acima do normal após as refeições; eventualmente, os níveis de glicose em jejum começam a ficar acima do normal também.

6 – Bibliografia Consultada & Citações.


Cecil: Tratado de Medicina interna, 16º edição – Wyngaarden e Smith. Editora Guanabara.
Diabetes Mellitus – Wickpédia, enciclopédia livre
Diabetes – Pentagon. Geocites, Yahoo.


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21 de mar de 2009

Taxidermia


1 -Introdução


(termo Grego que siginifica "dar forma à pele") é a arte de montar ou reproduzir animais para exibição ou estudo. É a técnica de preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais (Hidasi Filho, J., 1976).

É usada para a criação de coleção científica ou para fins de exposição, vem como uma importante ferramenta nesse processo conservacionistas, trazendo também uma alternativa de lazer e cultura para a sociedade e como principal objetivo, o resgate de espécimes descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais fielmente possível para que possam ser usados como ferramentas para educação ambiental ou como material didático.
É um procedimento exercido por biólogos, que envolve conhecimentos de diversas áreas além da Biologia, como: Química, Anatomia, Comportamento, Ecologia, Artes Plásticas, entre outras. É uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 a.C.

Popularmente o termo "empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar” entretanto há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.

A Taxidermia atende a diferentes públicos como donos de animais domésticos, pescadores e caçadores desportistas, criadouros de animais comerciais, bem como museus de história natural, entidades conservacionista, zoológicos, universidades e mais recentemente o teatro e a televisão.

Na preparação de animais para taxidermia, são usadas diversas técnicas como, preparação de esqueleto, preparação de pele cheia, montagem em série, montagem para exposição, preparação de pele em curtume, diafanização, infiltração em parafina, fixação e montagem de coleção de insetos de várias espécies.


2. PROCESSOS DE PREPARAÇÃO

2.1 Peixes

2.1.1 Cuidado para não cortar a pele do peixe na hora de embarcá-lo. Embarque-o com auxílio de um puçá, não utilizando o bicheiro que perfure a pele do exemplar;

2.1.2 Manuseie pouco o peixe para não danificar as nadadeiras que possuem película e espinhos delicados entre os raios;

2.1.3 Não retire do peixe as vísceras, as escamas, as brânquias e os barbilhões;

1.1.4 Envolva o peixe em toalha úmida, congelando-o o mais rápido possível. Não coloque nada sobre ele, nem guarde com outro na mesma toalha;

2.1.5 Para um resultado melhor, logo que retirá-lo da água, fotografe o peixe em posição lateral(se possível), procurando dar maior ênfase a cor de olhos e ocelos. A coloração dos detalhes típicos de cada espécie é de suma importância na fase de montagem e acabamento quando ficarão registrados para sempre.

Ou então pode ser feito dessa maneira:

A Taxidermia feita em peixes deve seguir uma regra em relação ao tipo de peixe, como por exemplo peixes de escamas mais duras podemos usar formol até 10%, mas em tubarões e peixes chamados de peixes de couro, deve usar formol na proporção de 1 para 25 partes de formol, a fim de evitar que sua pele fique muito enrugada.

Para peixes com escamas grossas, devemos abri-lo pela cloaca e cortar até perto das nadadeiras peitorais, feito isso retiramos suas vísceras e o máximo que pudermos de sua carne, depois mergulhamos no formol já preparado com a concentração certa ou podemos usar o Bórax, que é um pó, usado muito pelos taxidermistas. Faremos o enchimento com algodão, palha, serragem, etc. Deixamos os seus olhos no lugar até o término da taxidermia, e aí sim podemos substituir pelos olhos artificiais, que podem ser olhos de boneca, olhos feitos com massa de biscuit, durepoxi,etc.

Para peixes cartilaginosos como os tubarões, abrimos do mesmo modo dos outros peixes, e temos que retirar o máximo de carne para que não ocorra nenhum enrugamento, é preciso tomar o cuidado para não furar a pele do tubarão, em animais muito grandes, devemos fazer uma armação de arame interna para que atue como um suporte.

Alguns peixes pode ser preciso curtir a pele, para isso usamos alúmen de potássio, onde deixaremos 24 horas ou mais, como é o caso do tubarão que chamamos de enfermeira, que possui a pele muito grossa.


2.2 Anfíbios, Répteis, Aves e Mamíferos de pequeno e médio porte


2.2.1 Em primeiro lugar coloque um chumaço de algodão na boca e no ânus para evitar que sangue e excrementos venham a danificar o animal (caso aplicado mais a aves e mamíferos);

2.2.2 Envolva o exemplar em uma folha de jornal, acondicionando-o da melhor forma possível (por exemplo dobrando para junto do corpo o pescoço e cauda) e logo em seguida coloque em um saco plástico e congele imediatamente.

2.3 Mamíferos de grande porte

A taxidermia em mamíferos segue a mesma linha dos outros processos, sendo que é importante curtir a pele com alúmen de potássio durante 24 horas ou mais.

O primeiro passo para a taxidermia em mamíferos, é preciso fazer a limpeza da pele, retirando toda a carne existente possível, como exemplo vamos falar sobre o rato (Rattus norvegicus albinus), utilizado em experimentos de laboratório.
Retiramos também o esqueleto, sendo que deixaremos os ossos das patas para que possamos ter um apoio para montar depois, o crânio deve ser removido ou não, dependendo da limpeza que for feita nele. Injetaremos formol 10% em partes que não haja possibilidade de retirar toda a carne.

2.3.1 Cape

a- Faça uma incisão no centro de cada um dos chifres (parte posterior) as quais se encontrarão em triângulo e seguirão em corte único até mais ou menos 10 cm após as patas dianteiras. (Figs. 1 e 2)

b- Corte as cartilagens das orelhas na base do crânio e tome muito cuidado nos cortes dos olhos, canais lacrimais, do nariz, da boca e lábios.

c- Nos olhos, passe o dedo na abertura da parte externa, para assegurar que o corte não danifique a pele fina em torno dos olhos, removendo toda a membrana possível para a penetração do sal.

d- No nariz, corte o mais profundo possível os sulcos . Depois na aplicação do sal, remova os excessos.

e- Na boca e lábios, corte a membrana o mais próximo possível dos dentes.
f- Após a pele do cape retirada (Fig.3), lave-o deixando escorrer o excesso de água. Coloque a "máscara" do lado avesso ( lado da carne ) completamente envolvida por sal grosso durante aproximadamente 24 horas, onde esta estará em uma prancha com inclinação de 45o.

Após o período citado, retire o excesso de sal, dobre orelhas e cabelos para dentro, enrolando o cape, envolvendo em sacos plásticos e congelando-o, podendo agora seguir viagem de longas distâncias.
OBS: Nos locais de retirada da pele, onde o número de insetos for grande, sugere-se a pulverização com inseticida.

2.3.2 Crânio e chifres

a- O crânio como indicado na (Fig.4) poderão ser serrados. Em seguida é necessário remover toda a carne e salgar o crânio.

b- Quando se pretender o aproveitamento total do crânio , iniciaremos um processo de cozimento do mesmo emergindo-o até a base dos chifres para a remoção do excesso de carne. O cozimento deverá ser feito de maneira cautelosa para não danificar o crânio, deverá simplesmente retirar os excessos para o transporte.

2.3.3. Corpo inteiro

a- Faça uma incisão na parte ventral do exemplar na altura do peito até o início da cauda. Logo após faça uma incisão percorrendo o centro das patas dianteiras e traseiras para que se encontrem com a incisão central. (Fig. 5)

b- Quando o desprendimento da pele chegar ao pescoço, deveremos seguir os mesmos passos que o CAPE (somente nos animais com chifre) fazendo a incisão central chegar até a base do maxilar inferior e aí sim removeremos toda a pele pela parte dianteira do exemplar, até chegar aos chifres ou cornos, fazendo como no CAPE o desprendimento do couro do chifres ou cornos pela parte dorsal do pescoço (Fig. 2). Nenhuma incisão traseira é feita no caso de Canídeos e Felídeos.

c- É importante remover todo o excesso de carne gordura antes de salgar a pele, o procedimento de preparação e embalagem ocorrerá da mesma forma que o CAPE.

d- Nas espécies de Canídeos e Felídeos, a incisão central do peito, segue somente até o início do pescoço e a incisão que percorre as patas, deverá chegar até as almofadas dos pés.





2.4 PRECAUÇÕES:

2.4.1 Peles grossas

A penetração de sal ocorre em uma espessura máxima de 5mm (1/4 de polegada), por isso alguma orientações são necessárias, assim como:

a- o transporte feito o mais rápido possível para a preparação do material;
b- o congelamento imediato;
c- cortes transversais e paralelos, em toda a parte interna da pele (cuidado para não chegar ao pêlo), antes da salga;
d- afinar a pele para que o sal consiga agir.

2.5 Com a preparação de materiais:

2.5.1. Crânios & Chifres

a- Crânios fervidos em excesso que chegam completamente frágeis ou em partes.
b- Nos predadores a falta de dentes. Crânios e chifres sem etiquetas ou não identificados.
c- Crânios mal fervidos, contendo vermes ou mau cheiro.
2.5.2 Peles para Capes ou Corpo Inteiro
a- Peles sem etiquetas ou identificados incorretamente.
b- Utilização de sal grosso sujo ou de má procedência ou insuficiente.
c- Orelhas, lábios, olhos, e bordos cortados incorretamente.
d- Sangue na pele e pêlos.
e- Gordura nas peles.
f- Tempo excessivo de espera para a preparação.
g- Insetos que podem danificar as peles.

2.6 TAXIDERMIA EM CRUSTÁCEOS


a- Escolher o animal a ser taxidermizado.

b- Para ser usado a longo prazo deve-se congela-lo. Não mantê-lo em álcool e nem formol, pois, os líquidos fixadores desbotam os espécimes e deixam seus ligamentos rígidos, impossibilitando a montagem do animal.

c- Ferramentas para a taxidermia:
c.a) Pinça de ranhura de ponta rombuda reta.
c.b) Espátulas feitas de arame
c.c) Estilete de lâmina ou bisturí.
c.d) Pinça de ranhura de ponta fina.

d- Lavar o animal em água corrente, a fim de retirar sujeiras incrustadas.

e-. Com a ponta do estilete ou bisturí, introduzir na região posterior da carapaça do crustáceo e com cuidado retirar a carapaça (é uma região muito fácil de quebrar).

f- Com as pinças e com as espátulas, ir limpando toda a carapaça por dentro, o máximo que conseguir e com muito cuidado no local onde estão as peças bucais. Em seguida lavar em água corrente com cuidado, a carapaça e o resto do corpo.

g- Mergulhar em formol 6% por um dia.

h- Retirar do formol, se sobrar algum resto de carne dentro não tem importância, pois

o formol vai fixar ressecando o que sobrou.

i- Montar o animal de modo que ele fique em uma posição o mais natural possível, como se estivesse vivo.

j- A carapaça será encaixada e colada depois, para que o interior do animal possa secar. Em seguida aplicaremos uma camada de verniz em spray para que possa ter uma maior durabilidade.

l- Pode-se colocar o animal em um pedestal de madeira, ou fazer uma caixa de vidro ou acrílico.




3 – Bibliografia Consultada & Citações.


Dicas de Taxidermia – http://www.taxidermia.com.br/dicas.htm.
Taxidermia – Wickpédia, enciclopédia livre
Taxidermai – AQUABIOTECH, http://aquabiotech2.tripod.com/id8.html.



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17 de mar de 2009

O início

Hoje começa a minha saga virtual, tendo como arma este Blog.

Do que este Blog irá falar?

Este Blog não terá um tema específico, como há alguns por aí, colocarei todos os assuntos e temas que me agradam e alguns artigos acadêmicos aqui.
Ainda pesquisarei uma maneira de deixar as postagens separadas por tema, como assuntos casuais e artigos de Biologia e afins.

Por fim, deixe-me apresentar a vocês:
Moro no interior de Minas, numa cidadizinha dessa, abandonada em meio ao cerrado mineiro; sou estudante de Biologia e me chamo Heverton Paulo.

Tentarei atualizar este blog pelo menos uma vez por semana.
Até a proxíma.




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