7 de jul de 2017

Atualização Patrimonial Junho de 2017 - R$ 113.797,37

Salve, salve galera!

Fim de mês, fim de semestre e meio do ano. Hora de mais uma postagem de fechamento e reflexão mensal, da carteira de ativos e de minha vida pessoal.

Como é o fim do 1º semestre de 2017, eu pensei muito em seguir a tendência e fazer uma postagem mais elaborada sobre o fechamento financeiro, como mais detalhes e explanação da carteira, fazendo um resumo para mim, se estou mesmo firme no caminho rumo a Independência Financeira.

Entretanto, quando estava pensando em fazer exatamente isso, me veio uma idéia contrária, de fazer o mesmo, mas sobre minha vida pessoal, pois ultimamente venho sofrendo de muita, mas muita baixa estima e aparentemente, eu para eu estar me sentindo muito bem.


Resumo da vida pessoal


Neste mês, faz 1 ano e dois meses que virei funcionário público. Muita água rolou nesse tempo e olhando para trás, vejo o quanto foi bom para mim essa mudança. Como é difícil mensurar mudanças sociais, vou medir as mudanças financeiras que essa nova fase me trouxe.

Hoje tenho um salário bruto de R$ 3.100,00 e líquido de R$ 2.800,00, um aumento de 100% do meu antigo salário, quando era funcionário de uma empresa de agronegócio. Juntando minha renda passiva dos FIIs, Neobux e Ações chego tranquilamente  nas casa dos R$ 3.500,00 por mês. Com este valor posso dizer que, na parte financeira, saí da pobreza extrema e entrei para a classe D, de acordo com o próprio IBGE, segundo esta fonte aqui escrita em 2016.

Há duas formas de se  medir sua classe social no Brasil, uma criada pela Associação Brasileira de Empresas e Pesquisa (ABEP) e outra mensurada pelo IBGE. A do IBGE é mais simples e compara apenas a renda por salário mínimo de cada família, já a da ABEP se preocupa em medir a qualidade de vida das pessoas.

Classe Social pelo Novo Critério Brasil (ABEP)

É o critério mais utilizado pelos institutos de pesquisa de mercado e opinião e ganhou uma nova versão em 2015. Segundo a ABEP, o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) é um instrumento de segmentação econômica que utiliza o levantamento de características domiciliares (presença e quantidade de alguns itens domiciliares de conforto e grau escolaridade do chefe de família) para diferenciar a população. O critério atribui pontos em função de cada característica domiciliar e realiza a soma destes pontos. É feita então uma correspondência entre faixas de pontuação do critério e estratos de classificação econômica definidos por A1, A2, B1, B2, C1, C2, D, E.
Pela metodologia da ABEP, que se divide em 6 classes sociais sendo elas: A, B1, B2, C1, C2 D/E. Eu consegui 28 pontos, pertencendo então a classe C1. Tendo uma qualidade de vida abaixo da classe média, mas não mais na pobreza extrema. Realmente, é exatamente assim que me sinto, no meu dia a dia, quando faço a comparação minha com as demais pessoa que eu conheço. Elas esquecem ou não sabem como é morar em um república com cinco pessoas que não fazem parte da sua família, do que como é ruim chegar em casa e não poder deitar em um sofá e assistir TV ou ver filme em seu DVD. Essas coisas simples do dia-a-dia, mas que quando nós não há temos sentimos muita falta

Já pela metodologia do IBGE, que se divide em classe A, B, C, D e E, eu estou na classe D, acima da pobreza extrema mas abaixo da classe média, na faixa entre R$ 1.874,01 até R$ 3.748,00. E sem contar a correção desses valores para o aumento do salário mínimo de 2017. Devo dizer que isso foi uma grande surpresa, mas muito grande para mim, pois tinha plena convicção e certeza, que ganhando 3k por mês, eu já pertencia, no campo financeiro, a classe média. Lego engano meu e da realidade a minha volta.


Pela metodologia do IBGE, vemos a discrepância salarial entre os cidadões do interior com os cidadões que vivem nos grandes centros. O quanto ser um caipira é duro, em termos econômicos e qualidade de vida. Conheço pouquíssimas pessoas que ganham mais de R$ 3.500,00 por mês, aqui no interior é raro encontrar (pelo menos a minha volta, no meu mundinho patético). Olhando pela  minha ótica e pelo meu achismo, acredito que é bem normal e comum encontrar salários acima disso nas capitais e cidades do litoral brasileiro.

E eu aqui, pensando que ganhando R$ 3.500,00 reais por mês, poderia me considerar, pelo menos na parte financeira, pertencente a classe média.
Caraca, como sou inocente, ou como minha mãe fala um "jacu"

Mas mesmo assim, mesmo tirando o véu da inocência financeira dos meus olhos, é notável como minha vida tem mudado neste último ano. Lembro-me de quando eu me mudei para a cidade que estou, de quando dormia no chão sem cama só com um colchonete jogado em um canto e um amontoado de roupas dobradas sobre um lençol no outro cano do quarto da república, hoje já tenho um mesa, cadeira, hacker, TV, computador e cama de casal no quarto, ainda falta o guarda roupa, mas não o comprei por não achar ser necessário no momento. O carro ainda uso o da minha mãe, que trouxe comigo, um banheira modelo 91 ambulante.

Hoje não preciso mais recusar educadamente convites de colegas de trabalho e da república para sair no sábado a noite para beber uma gelada. Posso sair e pedir outra cerveja que não seja Cristal, não preciso mais cronometrar no relógio o tempo que tenho de gastar para beber uma cerveja com o tempo e dinheiro que tenho no bolso. 

Antes, depois de algumas chacotas na minha cara e algumas humilhações sobre minha pessoa, eu aceitava obrigatoriamente um convite para sair com os colegas, de trabalho ou moradia. Porém sendo um cara bobo e arredio, eu me recusava a serrotar (comer e beber sem pagar). Contava quantas latinhas de cervejas cristais (ou outra mais barata) ou podia comprar, quanto tempo íamos ficar no evento/festa/boate e assim calcular em quanto tempo eu iria beber toda a cerveja, para não ficar com as mãos sem nada e passando vergonha quando o dinheiro acabasse. É melhor ouvir coisas do tipo: "vai dar dengue na sua cerveja.... ou ... você gosta de cerveja quente!" do que ficar sem nada nas mãos, perto de mulheres.

São coisas simples porém meus olhos se encheram d'água quando escrevi o paragrafo acima, é muito ruim você sair para um noitada, sabendo que vai poder comprar apenas três ou quatro cerveja durante umas 3 ou 5 horas em que vai estar nesse ambiente social.  

Hoje já não é mais assim, posso sair e comprar uma Skol, Bavaria de igual para igual com meus colegas nas noites de sábados ou festas que vamos juntos. Almoço um bom prato feito perto do trabalho quase sempre compro uma jantinha a noite, porém em termos de comida a empresa privada de agronegócio também fornecia comida de boa qualidade em seus refeitórios, até melhor do que as compro nos restaurantes de esquina que frequento. 

Essa vida de ficar o dia todo sentado em frente ao computador também me trouxe certos efeitos colaterais. Neste mês, rompi a barreira dos 85 Kg, em um ano eu saí de 76 e fui para 86 Kg, é bem nítida a mudança em meu corpo, a barriga já é bem saliente, meus braços já começam a ficar flácidos. A rotina de ficar o dia todo parado no mesmo local, meio que te contagia e você quer sempre ficar parado, neste mês não fui caminhar nenhuma vez, não tenho ânimo de voltar a frequentar uma academia. Até mesmo nos ônibus, hoje eu procuro poltronas vagas para sentar, antes mesmo fazendo serviço braçal o dia todo, sempre que entrava no ônibus preferia ir em pé, mesmo se tivesse cadeira vaga, o tempo de ir para casa em pé sacolejando dentro do ônibus não me cansava em nada, hoje já me incomoda horrores.

Em termos de namorada, a que estou hoje é mais nova do que a anterior uma diferença de quase 10 anos. Em condições financeiras a anterior tinha uma situação bem melhor do que a atual, ela era uma analista financeira de agronegócio e a atual uma operadora de caixa de bar. Em termos de aparência, é difícil decidir. A anterior mesmo sendo 10 anos mais velha, compete de igual pra igual com a minha atual. É incrível como dinheiro e cuidados preservam a pele, a analista financeira direto realizava tratamentos em clínicas especializadas, tratamento com ácidos e tal, para não ter rugas, aliada a sua genética oriental, ela mesmo tendo 35 anos, compete de igual para igual com uma de 25 anos. Ouso dizer que sua pele é até mais bonita e menos marcada. Porém, não há como escapar do peso da idade, e já em outras regiões do corpo, é possível notar as diferenças. 

Uma é descendente japonesa e a outra é negra. As duas estão em formas, magrinhas e se cuidam bem, com méritos para a japonesa aqui, que se cuida melhor, mas reconheço que atual faz tudo que está ao seu alcance para se cuidar, infelizmente há limitações financeiras envolvidas. Analisando este fato, me faz ver que eu também tenho de tomar cuidado, pois já no espelho além da barriga saliente e os braços flácidos, marcas de expressões já são visíveis em meu rosto. Antes, pela influência da japonesa, eu me preocupava mais com isso, cheguei até usar cremes para diminuir as linhas de expressões, vitaminas e ômega 3, mas hoje nem me incomodo em combater as marcas da idade, até os cabelos brancos começam a despontar de longe nas laterais da minha cabeça.

Comparando a relação social das duas, a atual me trata bem melhor que anterior, algo que nunca tinha experimentado antes. Me liga toda hora, quer que eu vá dormir em sua casa todos os dias, faz tudo o que peço entre quatro paredes e tem uma boa performance sexual, é muito mais caseira, saímos bem menos o que me faz economizar muito, sempre divide a conta quando saímos juntos, algumas vezes me leva café na cama, lava as roupas que deixo na casa dela. Já há anterior era bem diferente, a vida social era muito mais badalada, todo fim de semana tínhamos que pelo menos comer fora, ficar sábado a noite em casa era um crime, onde ela jogava na minha cara que eu era um cara "paradão (na verdade, não tinha um puto no bolso)" era bem mais desligada de mim, mas sempre estávamos juntos nos fins de semanas ou quando pegávamos o ônibus para ir trabalhar, também tinha boa performance sexual, viajava para algum lugar do Brasil uma vez a cada três meses e eu não tinha grana para acompanhar ela nas viagens, o que gerava certo atrito, não dividia a conta e me enchia o saco quando deixava ou esquecia alguma camisa na sua casa.

Em termos de horas perdidas do dia, hoje perco bem menos. Trabalho 40 horas semanais, e calculo por alto um gasto de 7:30 horas perdidas em trânsito para ir pro trabalho, arredondando para 48 horas semanais desperdiçadas. Antes eu trabalhava no mínimo 50 horas semanais, e no período de safra a gente pode colocar 60-65 horas tranquilamente, porém gastava menos tempo para ir ao trabalho, pois ia no ônibus da empresa, que é mais rápido, gastava em torno de umas 5 horas semanais na viagem, dando um total de 55 horas nos meses normais e 65 horas na época de safra e plantio. Essas 10 horas por semana há mais que eu ganhei, eu gasto elas com jogos e com minha namorada, apenas para o lazer.

Então, ao analisar minha vida, é nítido que tive alguma melhora. Tenho mais dinheiro, trabalho menos, tenho mais horas disponíveis para o lazer, porém me sinto triste. Talvez seja o hábito de ficar me comparando com as outras pessoas, como que vejo na TV e no Facebook e ao olhar os dados de 2016 do IBGE, descobri que eu ainda não pertenço a classe média, apesar de viver no meio dela.

Olhando por essa ótica, preciso adquirir hábitos mais saudáveis, me cuidar um pouco mais e arrumar uma forma de ganhar mais dinheiro, aumento de salário não há como conseguir, preciso encontrar outra fonte que jorre alguns trocados todos os meses, estou pensando em me arriscar em algo novo, pois a renda passiva da renda variável não se desenvolve, é muito custoso ela aumentar.

Será que consigo traçar um plano para aumentar minha renda e ainda por cima cuidar melhor da minha saúde? Aceito sugestões, se possíveis que não envolvam gastos de dinheiros, pois isso vai ir contra a primeira parte do plano

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