11 de abr de 2009

O começo da saga de um herói - John Aran




Em uma terra onde se pode ver, dragões riscando os céus, combates mágicos na porta de sua casa, várias engenhocas vaporizadas pelas ruas das cidades, e esta terra se torna cenário de várias aventuras, onde heróis nascem e triunfam e outros decaem.
Num pequeno reino chamado Baviera, é onde nossa história começa, nosso herói John Aran Robert, nunca imaginária nos dias que lhe aguardam, onde ele vai conhecer que nem todos os heróis são abençoados com poderes mágicos, ou grandes Dons, mas então vocês se perguntam o que há de especial nesse herói?, bom eu gostaria de lhes contar, mas será melhor verem com seus próprios olhos.

- John volte aqui, já esta na hora do almoço...
- Não se preocupe, estarei aqui antes do anoitecer.
- Carlos, vamos ver quem chega primeiro no rio.

Os dois garotos saem correndo em uma disputa de velocidade, como sempre faziam, pequeno riacho como sempre faziam - Tiblaff!!...TiBluff!!

- John que tal irmos pegar umas frutas ali.- A segunda árvore é minha.

Enquanto nosso pequeno herói descansa, eu irei retratar um relato que aconteceu, foi uma grande guerra entre Orcs, Humanos e Elfos e outros seres, aonde a aliança humana e elfíca conseguiu derrotar os Orcs e expulsá-los para outro continente, mas não se desesperem eu não contei isto só por contar como vocês vão ver.

- John acorda!, veja só isto...vamos depressa.

Ali estava, o barulho intenso de labaredas, o vermelho no horizonte, onde havia a pequena vila onde nascera. Chegando vira vários corpos e casas destruídas, então se separaram e correram para suas casas. O pai de John estava morto e sua casa em ruínas, sua mãe e sua irmã mais nova estavam bem, e pensar que esta tragédia aconteceu por um mero capricho, um ex-combatente da guerra contra os Orcs, havia aprisionado alguns para se lembrar, então eles cansados de maus tratos resolvem fugir e atacar aquele pequeno povoado. Um longo tempo se passa, a mãe de John fica muito doente e já estava quase falecendo quando um primo distante dela aparece, um bom homem e dizia que era um missionário, foi a ele a quem a mulher deu a guarda das crianças, mas nosso John recusara ir, vendo sua mãe tão fraca, como poderia ela continuar sua vida sem sua ajuda?.

Dois grandes amigos se encontraram em um lugar já conhecido por nós, que John prefere chamar de ‘’O dia em que falhei’’, o mesmo lugar onde adormecera e não pode estar lá para ajuda-lo.

- Bom John ainda consegue ver, aquela luz vermelha no já anoitecer?
- Eu entendo o que quer dizer.
- John, chamei-o aqui para lhe fazer uma proposta. Sei que assim como eu, não consegue esquecer. Esquecer o que houve naquele dia, então estou lhe dando a chance da revanche, eu irei liderar uma tropa até a colina e acabar com os malditos, sei que prece loucura mas tenho informações que de os Orcs não iriam durar muito, apenas um iria sobreviver.
- Quem lhe disse isso Carlos?
- Um dos empregados encarregados de alimentar os malditos Orcs, me contou que sempre um deles tentava devorar os outros, quando não se alimentava de carne fresca, e você sabe que já faz muito tempo que não vimos um animal grande o bastante para alimentar três Orcs.
- Carlos isso parece absurdo, e se esta história não for verdadeira.
- Não importa se são um ou dez, eu irei acabar com todos, pode parecer impossível para você, que
entrou pro exercito à pouco tempo, mas eu lhe digo uma coisa John, você tem grandes habilidades, maneja tão bem uma espada quando duas, com certeza irá se tornar um dos melhores deste lugar, e além do mais, se tivesse acontecido hoje você iria a luta mesmo sabendo do que são capazes.
- Conseguiu me convencer, já faz tempo que quero ir embora deste lugar, depois que minha mãe faleceu não há mais o porque de permanecer aqui, mas algo me impedia e agora eu sei o quê é...
- Então partiremos no próximo Domingo.

A semana lhe pareceu muito longa, mas podem ter certeza se ele soubesse o que aconteceria nunca desejaria que ela tivesse passado tão rápida. E pra lá partiram, um grupo de sete integrantes, liderados por um, porém novo, general Carlos, ele havia entrado pra cavalaria muito novo foi logo quando seu pai morrera em batalha contra os ataques dos Orcs. Já perto do cume eles poderiam sentir o cheiro de carne podre, ver restos de animais, mais alto já não enxergavam muito, pois havia pouca neblina, foi quando avistaram um lugar uma, caverna, dividiram-se e entraram. O lugar muito úmido e escura fizera com que tornasse ainda mais perigoso, chegando no fim da caverna notaram que parecia ter havido uma grande batalha, e mais adiante dois corpos Orcs e outros de animais de caça, quando pensaram que mais nada havia de encontrar no local, Carlos dera o grito de felicidade, pois encontrou um ainda vivo, já não estava em boas condições, parecia que estava apodrecendo de dento para fora.

- Vou te mandar pro lugar que nunca deveria ter saído.

A lança que Carlos sempre usava o travessou esguichando o sangue podre pelos ares, mais então o Orc que já parecia morto consegui-o atingir com suas garras, então levantou-se e começou a atacar os outros, com uma velocidade e força que jamais viram, muitos correram para fora da caverna os outros só se ouviram os gritos. Como John estava com Gilson revistando os rochedos fora da caverna, só ouviu os gritos saindo de dentro da caverna, correram para lá e viram os últimos cair, correram em direção aos rochedos quando foram surpreendidos pela velocidade do Orc, e receberam um golpe que fora capaz de arremessar John as pedras do penhasco, na queda John recebeu um corte que ia da mão as vértebras, o Orc salto sobre John que ainda estava caído, John podia ver os dentes daquela ser maldito a rasgar sua pele quando então viu um olho cheio de sangue abrir no peito do Orc, mais rápido do que nunca ele enfiou sua espada no peito do Orc que gritou agonizantemente, enfiando a espada cada vez mais profundo, e o grito se tornava cada vez mais torturante, era como se aquele olho estivesse correndo lágrimas, John nem percebera que depois de algum tempo o sangue havia mudado para carne podre líquida e começara a entrar em sua ferida, com um segundo golpe lhe arrancara a cabeça.

Dia a pós dia a ferida crescia e apodrecia, e o torturava com uma dor terrível, com o tempo John descobria o porque do rosto meio que feliz do Orc nos rochedos. Nosso herói agora se tornara um viajante e mesmo sofrendo várias mordidas do ser maligno que agora habita seu corpo, ele procura usar seus poderes para ajudar a quem precisa isto ajuda-o a suportar o sofrimento, de às vezes ter que alimeta-lo, e lhe dá força para ainda pensar que poderá achar uma cura.



Um de meu pior ou melhor pesadelo


É sempre a noite, que as lembranças invadem meus pensamentos, da janela apenas se via lampejos da chuva que caía, e cada minuto que passa elas me torturam, fortes cenas aparecem como um relâmpago, sempre cheias de sangue e lamúria. Já faz um certo tempo, que eu não consiguo encará-las, mas naquele dia foi diferente, o rosto daquela pequena, à primeira que eu ajudei, uma família que ia ser morta por aqueles detestáveis lordes, apenas por que seu filho mais velho tinha contato com alguns anarquistas, então desratizei o local, passava por ali numa de minhas caminhadas pela noite, o rosto da pequena Clarisse depois de ver seus pais de volta tinha uma alegria que há muito eu não sentia.

Então ali estava, eu e minhas lembranças, no começo elas me trazem um jovem rapaz se despedindo de seus pais, vendo o choro de sua mãe, Kamia Fuse, uma oriental que veio morar na Inglaterra trazida pelo lorde Dirk Struam Donald que possuía um sorriso na face de satisfação de ver seu filho, indo para carreira militar. Outro lapso da minha memória me mostra este jovem em seu treinamento e esforço para entra na CAPO - polícia da capital - onde ele acreditava que com isso poderia ajudar seu país. Era aí que começava minhas piores lembranças e pesadelos, minha estadia na CAPO.

Meu trabalho nada mais era do que matar e ferir em nome dos outros e do meu país, um assassino de sangue frio iludido de aquilo era o certo a fazer, acabar com todos que tentavam mudanças ou faziam algo que não agradava os lordes, da Grã Bretanha. Depois de alguns anos no serviço, eu recebi uma missão que iria abrir meus olhos, minha tropa, (Brigada do lobo) tinha o dever de conter uma pequena revolução que acontecia numa cidade ao norte da Inglaterra, tive o trabalho de infiltrar e descobrir quem era os líderes, nunca havia feito isso antes e nem ninguém da tropa, mas como todo soldado, havia de seguir minhas ordens. Apresentei-me como novo recruta e todo ocorrera bem, mas naquele lugar eu pode ver algo que até então meus olhos não viam ou não queriam enxergar, era como se eu nunca tivesse olhado para os lados antes, aquelas pessoas e a miséria que ali encontravam, o espírito daquela revolução era algo para se viver.

A chuva já havia estiado, embora os relâmpagos ainda continuavam fortes, ao lado, na minha escrivaninha, estavam vários convites, qualquer coisa para estes lordes é motivo de comemorar, mas eu não me esqueci da miséria que classe baixa vivia, comemorar é algo que se faz sem olhar os verdadeiros motivos, o clarão de luz repentino e o forte estradar me mostram vários rostos e choros, vem o teto de meu quarto eu me lembro do teto desconhecido em que estava, pessoas diferentes que agiam diferentes e esquecidas pelo sistema. Passaram algumas semanas e a revolução iria fazer seu movimento mais bruto, invadir uma fábrica a vapor no dia de sua festa de inauguração, então contatei minha tropa e avisei onde seria e o local, montamos uma armadilha para eles bem nos esgotos. Já podia ver a cena, eles sendo massacrados pela Brigada do Lobo, possuíam muitas poucas armas e a sua aniquilação seria óbvia. Mas dois dias antes o chefe da revolução Guim Frances, trouxe várias armas, mas isso não iria mudar o resultado, pensei, mesmo armados eles seriam mortos pois nem sabiam atirar.

Então chegará o momento, alguns faziam discursos inúteis, quando notei a chegada de novos homens todos armados e sabiam o que estavam fazendo, eram muitos, os vi conversarem com Frances, algo estava errado, já estava quase na hora de encontrar com a tropa, mas algo me fez ficar e vigiar Frances, foi quando entrou na sala de armas junto com os novos recrutas, encontraram um homem gordo e conversaram durante muito tempo, descobri o verdadeiro motivo daquele ato o homem nada mais era do que um grande lorde que financiou as armas e os mercenários, ainda ouço claramente o que falavam:

- Tudo pronto para nossa pequena festa, Monteiro.
- Espero que saía como planejamos, Frances não gastei esse dinheiro com essa ralé pra nada.
- Não se preocupe, eles não sabem de nada, pensam que comando isto por causa deles, bando
de idiotas, vão servir perfeitamente para cobrir nossos planos, senhor.
- Assim espero, estes novos homens vão acabar com alguns soldados que esperam vocês no esgoto, aquele Mequel , ele vai aprender a nunca mais a me desafiar.

Então Monteiro saiu com alguns homens, e eu corri para tentar avisar minha tropa, cheguei ao ponto de encontro, mas já não estavam ali, chegando ao local da emboscada só o que restava era sinal de uma hórrivel cena de batalha, muitos civis mortos e a Brigada do Lobo, bom quase toda, Frances conseguiu o que queria.

Resolvi largar a carreira mas antes passei no quartel e peguei algumas coisas, chegando em casa, soube da morte de minha mãe e encontrei Donald muito doente, andei por quase todo o país e vi que meus esforços nada serviram, sabendo da morte de Donald voltei e assumi seus negócios, mudei de nome de Douglas Matt Donald Struam, para Kazuki Fuse nome do meu avô, parte de mãe, lembro-me dela de como meu pai a tratava, ainda mais quando ela perdeu o segundo filho, aquele velho idiota adorador do sistema, agora resolvi pagar por meus crimes da minha maneira. - Lobo Solitário.


Este texto, escrevi inspirado no desenho Jin-roh

1 de abr de 2009

Guerreiro da Luz


Esse é um prelúdio que fiz para um personagem de RPG

“Aquele cheiro forte pairava no ar, tomando conta de toda cabana, o silêncio do local só era perturbado pelo estalar forte das chamas. O velho, ali sentado sobre seus calcanhares, dirigia em direção de sua boca, o líquido verde e forte, com o intento de afastar o frio que tomava conta de todo local, suspirou profundamente, tão profundo-o quanto estava perdido em suas reflexões, olhando por entre o portal da cabana, podia vê-lo, debaixo de toda neve que não parava sequer um instante de cair, vagarosamente como se conhecesse o destino que lhe aguarda, não só destino dela, mas o destino de toda criatura desta terra, o velho disse como se fosse um suspiro, o vento frio e cortante que ali tomava conta, era repelido por socos e chutes de seu pupilo, que repetia-os incessavelmente; observando-o por algum tempo o velho teve a certeza de que ele não fazia isso por amor ao seu treinamento, não, estava longe disso, sabia que o que alimentava seus punhos e pés era a fúria presente em seu coração, uma fúria da qual queria-o livrar, e o único jeito que encontrou foi esse.

Retornando suas atenções para dentro da cabana, ele se deparou outra vez com os registros que ali estavam, uma pequena carta que aparentava muito velha, mas que fora guardada com o intuito de preserva-la por anos. Como dizer isto a ele, e se cair em mãos erradas, o velho pensou, com pena do que poderá acontecer se souberem a verdade, o vento entra com toda força na cabana, trazendo não apenas o cheiro do orvalho da manhã, mas carregado de lembranças, lembranças de quando encontrou o garoto.

Por entre as planícies do sul da Rússia, vinha lentamente sobre os ombros de um búfalo Rastro-da-verdade, o velho da cabana, o céu estava tomado por uma laranja que se via até aonde a vista alcançar, no caminho ele ainda fitava a carta, a ele deixada por um pombo, era a carta de um velho amigo que há muito não o via, então lera a carta mais uma vez;

“Meu bom e velho amigo, cujos feitos são lembrados e apreciados por todos Garous, venho há esta com o intento de pedir sua ajuda, estou num dilema que não encontro resposta, há alguns anos presenciei algo que nunca tinha ouvido falar, nem nos registros de prata encontrei nada a respeito, creio que nem você com toda sua sabedoria reconhecida por todos, viu algo assim... minha neta, cujo sangue Garou prevaleceu, recebeu o pior golpe que já vi dado pela Wyrm, tenho vergonha até de dizer o ocorrido, mas é como você mesmo diz: “Não se pode nunca correr da verdade, pois ela é, o equilíbrio de tudo;” ela foi seduzida, melhor corrompida por um Garou da Wyrm, e o fruto dessa desgraça foi o nascimento de uma criança, que herdou a fúria de seu pai. Eu e meu Caern, sendo Presas de Prata e filhos da Wyld, não poderíamos deixar que isto se passasse em pune. Uma grande caçada foi formada para acabar com a traidora a que manchou o nome de Gaia e dos Presas de Prata... o resultado você já sabe qual foi, um Caern inteiro ardendo em fúria, nem mesmo a mais poderosa das criaturas poderia sair viva, mas cometi um erro, as súplicas de minha neta ela me pediu para esconder a criança, então este velho tolo e cheio de compaixão não conseguiu dizer não. Os pais de Rebeca concordaram em criar a criança, estavam tão desesperados com o acontecido, que a aceitaram de coração aberto, mas nem o carinho deles fora capaz de apagar a chama em seu coração que afetava a todos que ficassem perto da criança. Agora ela já adolescente não há como controla-la, tem poder demais para ficar entre os humanos e não é digna de estar entre os Garou, estes se souberem que é filha de um Espiral Negra com certeza não a deixarão caminhar nem mais um dia. Então lhe peço, venha e me ajude, a decidir o futuro dela, sendo um Portador da Luz é o mais sábio e experiente que eu, não suportarei mais este fardo por muito tempo, Uivo Celeste”.

Com um suspiro o velho ancião guarda a carta, fazendo pra si mesmo a seguinte pergunta: - será mesmo isto verdade?. Já podia avistar, no horizonte, a silhueta de seu velho amigo, estava mais velho do que imaginara, a corcunda que ele apresentava agora era o reflexo do seu fardo, então Rastro-da-Verdade ficou triste por não ter vindo mais cedo, ao chegar bem perto pode ver. os olhos de fúria do jovem garoto, olhando para ele como se ele fosse responsável por todos males da Terra.
Uivo Celeste o recebeu com a seguinte frase:

- Como é bom velo, já fazia anos que esperava por isso.
- Peço desculpas, meu velho companheiro e amigo, por não vir mais cedo.
- O importante é que veio. E põe a mão sobre o ombro do garoto como se quisesse já a resposta que a muito tempo espera.

Rastro-da-Verdade percebe a aflição de seu companheiro, como se estivesse escondendo o menino até hoje, com certeza os membros de sua matilha a quer morta, então ele encara o garoto olhos nos olhos como se estivesse lendo sua própria alma, e este não mudou nem sequer a maneira de olha-lo, pelo contrario deixava transparecer mais raiva ainda em seus olhos, então o julgamento estava feito, ele viu tudo o que queria, com apenas um olhar ele pode ver o futuro que aguardava o garoto, com certeza iria sucumbir a fúria e esta lhe destruiria não só a ele mas a muitos a seu redor. Será que o certo a fazer era o que o Caern de seu amigo queria ter feito a muito tempo? Ficou se perguntando. Então ele percebe algo de estranho, sim podia sentir mais forte do que nunca, os espíritos dos antigos Garou deixaram a marca naquela criança, e agora ele se lembra dos Uivadores Brancos, dos registros deixados que contava a história dessa tribo, este garoto é um descendente deles e possuí o sangue ainda puro, ele não está ainda sobre do domínio da Wyrm... Rastro-da-Verdade perplexo pelo que acabara de ver, virou-se para seu velho amigo proferiu as seguintes palavras:

- Meu velho companheiro, em sua escolha de deixar esta criança viver você acabou dando uma segunda chance aos Uivadores Brancos, de se remediarem perante a Wyld, nossa mãe, eu agradeço aos deuses por me colocarem no caminho desta criança, irei ensina-la tudo o que sei, mesmo correndo o risco de que a história se repita...(...)
Era uma bela manhã aquela, o verão já tinha chegado e a neve parado de cair, os dois ao redor da mesa de desjejum, fitavam o horizonte azul adornado pelas nuvens brancas, então o mestre vira para seu pupilo, ele sabia que adiou mais do que deveria essa hora: - Meu grande aluno, creio que você já deve ter em mente o que vou lhe dizer agora, como você já sabe, se ficar aqui mais tempo estará desperdiçando sua estadia nessa Terra, sabe que aqui não achara mais resposta alguma, chegou o tempo de você mesmo responder as suas perguntas, porque as minhas respostas não são as mesmas de que precisa. O jovem olhou-o profundamente, mas não com aqueles olhos de anos atrás, ele agora tinha o controle de sua própria natureza, não deixou de notar a seriedade que continhas as palavras de seu mestre, que considerava como pai:

- Mestre estás enganado, profundamente enganado, nem em dez vidas poderei ser tão sábio quanto o senhor é, por isso peço que me ensine por mais tempo; e leva a cabeça até o chão esperando a resposta. O velho o olha contemplando-o, vendo o quanto estava maduro ele nem percebera o quanto cresceu em espírito e corpo, com certeza já está na hora de fazer o que o seus ancestrais tanto esperam, e lamentou por não poder fazer mais nada para aliviar o fardo que seu aluno leva:

- Está na hora de nos separarmos, mas quero que saiba que meu espírito sempre estará perto de você, ajudando-o no que for possível, lhe darei um presente para que seja conhecido e aceito por todos os de nossa tribo. Então ele se levanta e começa a orar por todos espíritos do mundo, e centenas deles aparecem:

- Quero que corram meus amigos, e avisem a todos de minha tribo e nossos aliados, que este filhote, que leva minha marca.

Ele aponta para o criptograma no Pescoço do jovem, feito por ele,

- agora pertencerá a nossa filosofia e tribo, os Portadores da Luz Interior, digno de receber todos os ensinamentos que nos foi concedido, por Luna e o grande Quimera, e iniciado nos mistérios que nos cercam, e agora ele não é mais um Garou perdido como se vê a primeira vista, ele será conhecido por nós como o Guerreiro-da-Luz, um dos poucos que ainda é puro o bastante para afastar a corrupção de si mesmo.

E com um estrondo ensurdecedor os espíritos ali, saem em cavalgado pelo ar. O jovem agora com o nome de Guerreiro-da-Luz, olha para seu mestre com os olhos cheios de água, pela tamanha dádiva que lhe foi dada, e com a garganta em nó:

- Mestre prometo que sempre o honrarei, com todas as forças do mundo farei isso, e usarei seus ensinamentos para proteger a todos que encontrar no meu longo caminho. Então o velho olha-o sabendo das sinceridades dessas palavras, então ele retira do bolso uma carta em forma de pergaminho, a carta de seu velho amigo:

- Vá agora Guerreiro, siga o seu caminho e responda a suas perguntas, este é um presente que o entrego em nome de seu bisavô, Uivo Celeste, e quero que leia o que está escrito, quando achar que finalmente derrotou a sua Wyrm interior, vou continuar seguinte meu caminho...(...).

O Guerreiro-da-Luz, agora vaga pelo solo de Gaia, para honrar seu mestre e encontrar seu caminho numa busca infindável”.