20 de mar de 2017

60 em uma peniteciária - Parte 4

Bom pessoal.

Dando continuidade a série, onde conto minha experiência sobre o curso de formação técnico-profissional de agente de segurança penitenciário (ASP), onde tive de frequentar uma penitenciária por 60 horas.

A parte 1, 2 e 3 podem ser encontradas respectivamente: Parte 1, Parte 2 e Parte 3.

O pavilhão dos presos sem condenação


- Bem vindo ao inferno!! Eram os gritos de boas vindas. Link da Fonte da imagem aqui.


Depois de passar pela estadia na enfermaria, jurídico e cartório, nos pavilhões mais novos, com presos condenados, no pavilhão da escola onde habita os presos mais antigos e os chefes das organizações criminosas, é hora de adentrar os corredores do pavilhão dos presos recém chegados, ou que aguardam sua condenação.

Este era o pavilhão onde tinha acontecido o motim logo no primeiro dia que chegamos, é o pavilhão onde se houve gritos e barulhos o dia todo, muito diferente do silêncio dos outros pavilhões ainda mais para mim que estava há dois dias preso na atmosfera silenciosa e tenebrosa do pavilhão escolar.

Já logo na entrada deste pavilhão, o choque das realidades pode ser percebido. O cheiro de suor e merda humana já adentrava as narinas, o chão era sujo, emporcalhado com poças de água parada e suja que estavam alí há dias. Eu fiquei com medo de passar por cima dessa água suja e parada, com meu tênis, com medo de molhar meus pés e pegar uma doença, talvez até incurável. Mas era o única caminho a ser seguido.

Era o pavilhão mais antigo da penitenciária, nele não há aquele corredor longo cheio de grades que antecede a gaiola e os corredores das cela, ao atravessar a primeira porta de grade do pavilhão, você já dá de cara com o corredor cheio de celas, são dois andares cheios de celas. O prédio tem forma retangular, com o pátio de banho de sol separando as celas do lado direto, das que estão no corredor do lado esquerdo.

Os presos ao verem os novatos, com suas camisetinhas brancas chegarem, começam sua recepção de boas vindas aos novatos!!

Eram centenas de presos gritando, cuspindo, xingando, batendo nas grades e os pés no chão com força. Pude sentir o chão sobre os meus pés tremerem, não ouvia uma voz sequer dos meus colegas de equipe, estavam todos mudos, enrijecidos, apenas caminhavam para frente seguindo o falcão.

Se não tivesse a presença dos novos recrutas alí comigo, mais 34 aspirantes e três APS eu não teria conseguido atravessar aquele corredor como o fiz. 

Quanto mais adentrávamos o corredor, pior era a sensação. O barulho era ensurdecedor, o piso do corredor tremia, eram dezenas de presos dentro de cada cela. Eles chutavam as grades e as paredes das celas, eu torcia e rezava para que elas aguentassem e não quebrassem. 

O fim do corredor foi a parte mais tensa, a única saída estava a centenas de metros de distância, eu olhava para trás e via todas aquelas grades batendo, as paredes e grades tremiam com os golpes que recebiam. Dava para ver com exatidão as paredes e grades em vergalhando um pouco, eram dezenas que pareciam centenas nessa situação. 

O cheiro de maconha e suor irritava as narinas, o cheiro da erva queimando estava em todas as celas e estas exalavam esse bafo de maconha, suor e calor.

Na hora não sabia como, mas grades seguraram a fúria dos presos, e chegamos ilesos a gaiola de entrada do corredor, muitos recrutas tinham marcas de cusparadas em suas roupas e braços, eu tive a sorte de não ter nenhuma.

https://aldoadv.files.wordpress.com/2009/12/penitenciaria.jpg
Eu saí da gaiola para respirar, tomar um ar, passar uma água no rosto e tomar um pouco de água. Muitos, senão todos os recrutas da equipe fizeram o mesmo.

Passado esse momento de apresentação aos presos, o barulho foi abaixando, e os pontapés nas celas foram cessando. O presos riam e faziam comentários altos quase gritando sobre nós, eles se divertiram passando medo em mim, em nós todos da equipe.   

De certa forma, os presos sabem que os novatos têm medo deles, de andar pelos os corredores, eles se aproveitam e se divertem com isso, com o passar do tempo isso ficou bem visível para mim, para nós todos. Essa desgraça de gente, usa toda sua inteligência e artifícios para a maldade.

Nas outras vezes em que entrava no corredor para tirar algum preso, ou ouvir reclamação da alguns, era comum ouvir comentários do tipo: " - E aí verdinho, soltou barro a primeira vez que me viu?; - De vagar aí, senão a cela vai quebrar". Os comentários viam cheios de gargalhadas e risos da cela toda.

Com passar do tempo você vai ficando mais tranquilo e os presos quando notam que eles intimidam menos, acabam diminuindo as agressões físicas, verbais e mentais. Mas confesso que durante os dia em que estive neste pavilhão, sempre tive medo de entrar em seus corredores, celas superlotadas (igual da foto), preso xingando e batendo na grade sempre que você passa, corredor exalando maconha. Eu e dois companheiros conseguimos permissão para adentrar só nós três no corredor, queríamos ver como é a sensação, já que no dia a dia é este o número de agentes que entram nesses corredores. Não é uma boa sensação, não mesmo, pode se acostumar com isso sem problemas, mas de fato, te afeta muito de maneira inicial. Passar por centenas de presos que ficam te encarando, mostrando as tatuagens de palhaço que carregam com orgulho pelo corpo, estufando o peito e lhe ameaçando com o olhar. Demora-se a acostumar com este ambiente.

O pátio deste pavilhão era totalmente destruído, marcas nos muros de vandalismo, marcas de roubo dos vergalhões de aço que fixam as muralhas expostas, mas já sem os vergalhões pois os presos usam esses materiais para fazerem armas artesanais. Pichação do PCC no chão, e nas paredes, desenhos de curingas por todos os lados. Havia um muro que separava o pátio em dois, para separar os presos durante o banho de sol, mas só restava a base e alguns tijolos deste, que fora destruído a pontapés e teve sua ferragem arrancada para produção de armas. 

Durante uma de minhas conversas com os agentes que trabalhavam neste pavilhão, perguntei se eles não tinham medo dos presos quebrarem as grades, já que quase quebraram elas quando nós chegamos, a resposta dele foi a seguinte: " - Cara, na verdade elas já estão quebradas, durante aquele motim que teve na segunda, quando eu subi no segundo andar para trancar a gaiola, os presos estavam todos nos corredores, com as blusas tampando seus rostos e com suas facas e ferros em mãos, essas celas estão quebradas há tempos, eles abrem e fecham isso a hora que querem"

Já podem imaginar como eu me senti, após saber deste fato!

Neste setor há também o setor de triagem, quando a unidade recebe um novo preso, ele é levado a este setor, onde guardam os pertences do preso, e lhe dá sua nova roupa e o encaminha para alguma dessas celas, onde ele irá aguardar seu julgamento ou seu advogado. Há poucos meses atrás, todos os presos tinham a cabeça raspada e tomavam um esguicho de água fria, mas hoje em dia só pode ter o cabelo raspado o preso que pedir ou concordar com isso, o esguicho ninguém quer mais tomar.

Este setor tem muitos problemas, pois há muitos viciados que chegam da rua e ficam nessas celas, pelo cheiro, acredito que maconha não deva faltar para eles, mas as outras drogas são mais difíceis para se conseguir. As organizações do crime, proíbem a venda de crack na cadeia, só alguns presos tem permissão para vender crack e cocaína nas penitenciárias, assim fica mais fácil de controlar o rebanho deles nestes estabelecimentos. 90% dos viciados fazem qualquer coisa por uma pedra de crack.

E quando a síndrome de abstinência atacam esses indivíduos, o que acontece frequentemente, acontece muita bagunça nas celas, brigas, presos que passam mal, que gritam e berram a dia todo. É sem dúvida alguma, o pior local para se trabalhar na penitenciária em que eu estava.


É muita, muita coisa para contar e sinto que não consigo expressar bem como realmente foi a experiência, mas estou tentando. É muito detalhe, muita coisa, uma estrutura complexa para se contar, sinto que vou chegar até a parte 10. Tem muita coisa que ainda quero descrever como foi, e a minha percepção sobre a rotina e vida dos presos.

Em breve, sai a parte 5. Aqui foi a realidade foi mais próxima do que vemos aí nos sensacionalismo da mídia.    

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18 comentários:

  1. Karaaaaio bixo. Só consigo imaginar a cena inicial de The art of th steal (comédia), só que muito mais gore.

    Essa desgraça de gente fazer tumulto pra se divertir com o medo da pessoa é típica, e já conhecida e abordada por escritores. Uns até que eu gosto de ler, que se ocupam dos setores marginalizados da sociedade, como Marçal Aquino, Bonassi. Não lembro de nenhum conto que eu tenha lido, deles ou de qualquer outro, sobre dia a dia de presos, mas algumas vezes citam por alto, como o caso morel de rubem fonseca (só que é cela única) além de muitas vezes os personagens serem jagunços, prostitutas e matadores de aluguel e ex-presidiários.

    Mas, enfim, essa rotina já tá ficando mais do que tensa se vc precisa entrar aí nesse pavilhão e nesse corredor constantemente. Não sei que coragem vc tira pra fazer isso, mas eu já teria reconsiderado. Agora se não é todo dia, blz então. No relato anterior vc deu a entender que era uma penitenciaria tranquila.

    Eu vejo por alto uns ASPs aqui no bandejão quando vou almoçar, mas parece que é só um setor administrativo, já que as celas mesmo ficam muito longe da cidade. Os caras entram sempre fardados, equipados com armas, tem mulheres também na função. Passa algum respeito, parecem receber bem, mas nunca perguntei nem vou, então são apenas impressões.

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    1. Futuro Alfa

      Essa recepção só acontece nos primeiros dias, só para fazer terrorismo mental. Depois que vêm que o ASP já não tem mais tanto medo assim, eles param com essa abordagem.

      Não conheço nenhum dos dois autores que você citou.

      É uma penitenciária grande, com mais de mil presos, e como eu disse, este bloco dos presos provisórios é assim, os outros não.

      Esses ASPs que você vê, devem ser de algum esquadrão especial de transporte e movimentação de presos.

      Carreira militar sempre paga bem, aqui em MG é no mínimo R$ 4.100,00.

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    2. É bem isso. Té porque eles andam armado, aí eu imaginei se são ASPs, ou policiais, pois não sei se ASPs tem direito a porte de arma.

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  2. Mt bom todo seu relato. Aproveitando sua transparência e espontaneidade, queria que vc falasse como é de fato o trato dos demais presos em relação a um condenado por crimes digamos "polêmicos", casos de grande comoção como estupro de vulnerável. Como é de fato essa "justiça dos presos"

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    1. Oi Danielle.

      Bom não há muito o que dizer, este tipo de preso já chega na unidade com "seguro". A direção da penitenciária sempre os coloca em lugares mais tranquilos, em celas individuais, na enfermaria, na escola, nos pavilhões novos.

      Na verdade, eles têm uma vida muita mais fácil e tranquila na cadeia do que um usuário de droga por exemplo.

      Essa tal Justiça dos presos contra estupradores dentro de cadeias, pelo menos aqui no interior de MG, só existe por causa dos presos que não são bandidos de carreira.

      São pais que estão presos, por causa que cometeram os cinco minutos de bobeira em suas vidas, é o pessoal de bem que brigou no trânsito e foi preso, o pai que teve sua filha agredida e foi preso por querer ser um vingador solitário.

      Entende, há presos que não são bandidos de carreiras, apenas cometeram um erro grave na vida. São esses que tem potencial para agressão a esse tipo de gente, pelo menos foi minha impressão dentro desta penitenciária do interior de MG

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  3. Seria mt interessante se alguma agente feminina nos relatasse como é o dia a dia em uma penitenciária fem. Creio ser mais tranquilo porém deve haver suas peculiaridades...É de seu conhecimento algum fato interessante e diferente do masculino? Qt a recepção às agentes por exemplo.

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    1. Bom Danielle.

      Eu ia escrever tbm sobre isso nesta postagem, mas resolvi postergar por que o post ia ficar muito grande. Na próxima postagem vou falar um pouco sobre isso, porém não tive acesso ao pavilhão feminino, vou apenas relatar em um ou dois parágrafos o que vi e ouvi.

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  4. Sangue de Jesus tem pode trabalhar em um ambiente desses. Misericórdia! Estude para outro concurso, pelamos de Deus!

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    1. Anônimo.

      É só no primeiro dia que é mais difícil, depois fica muito tranquilo.

      Bandido sabe que as pessoas têm medo deles e usam isso a seu favor, o segredo e não ter medo, porém receio pois se trata de bandido.

      Com o tempo, eles sabem que você não é um civil comum, e seus joguinhos mentais onde se usa o medo ao seu favor não mais funciona com os ASPs.

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  5. Mano, que dahora essa série...

    Fiquei imaginando como se fosse um jogo... hahaha
    Agora uma dúvida, como o agente retira um preso de uma cela cheia? Digo, esse processo é de boa? Ele vai sozinho? e se os presos fizerem ele de refém?

    Eu pensava que ASP era fortemente armado dentro de uma penitenciária...

    Abraços e Suce$$o cara!

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    1. NoimN

      ASP não pode usar armas de fogo dentro dos pavilhões, é proibido. Usa algemas e no máximo tonfas, alguns ASPs nem tonfas usam.

      Há os grupos especiais, que possuem permissão para andar armados nos corredores, são o grupo de movimentação e o de intervenção.

      Em cela superlotados é um pouco complicado. Pois o correto é mandar todos os presos pro fundo da cela. O preso que vai sair é revistado (fica só de cueca) algemado pela portinhola, e depois retirado.

      Porém, em celas superlotados, onde tem 12 presos onde deveria ter 4, não há como fazer esse procedimento. O geito é ficar gritando pros presos se afastarem o máximo que der da porta, um companheiro toma conta do ferrolho, o outro segura a grade e você abre a cela e tira o preso.

      Normalmente eles vão de boa, por conta própria, sem problemas tanto dele quanto dos outros presos.

      Algumas vezes é o grupo de movimentação quem retiram os presos para atendimento, mas eles não conseguem atender todos, então vc acaba tendo de tirar presos.

      O grupo de movimentação, normalmente é composto de 5 pessoas, sendo duas armadas com escopeta e balas de borracha.

      abs

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  6. o inferno existe neste mundo e é dentro da cadeia.

    ótimo post!

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    1. Nos lugares onde não se tem água, onde não se tem comida...

      O inferno existe em vários lugares na terra

      Abraços Scant

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  7. Cara que lixo é o sistema penitenciario de MG (falta de procedimentos de segurança, desrespeito dos presos...etc), onde vc diz que é o melhor do brasil...kkkk. Sou Agente em brasilia ha 10 anos. Aqui preso é mao pra tras, cabeça baixo e sim senhor e nao senhor. Fiquei lendo seu relato de vcs entrando em ALA e presos gritando e batendo os pé..kkkk...aqui isso é inimaginavel.... quando os presos sentem que vamos entrar na Ala todos os presos dentro de suas celas ja entram no "procedimento" que significa sentarem no chao de sua cela virado para o fundo , de costas para as grade por onde passamos, cabeça baixa e maos na cabeça... e nao entra nao pra ver...invadimos a cela reviramos de cabeça pra baixo, damos uns "conselhos" pra todos, se é que me entende..kkk...mandamos alguns pra solitaria e deu!!!. Li tambem aqui sobre essa moral que ADV tem ai em MG...kkk... Aqui no DF é justamente o contrario, Eles é que ficam puxando nosso saco para conseguirem ser atendido e falarem com seus clientes. Ri muito vc falando que ai os Agentes "obrigados" a fornecer atendimento médico pra preso...kkkk...Cara, aqui so tiramos preso pra atendimento em caso de quase morte.O salario inicial aqui esta em torno de 8 mil brutos. O ultimo concurso que teve aqui foi em 2014 , nivel superior e teve mais concorrentes do que o para PC DF que é equiparada salarialmente à PF, motivo? nao saber..
    Enfim, pra resumir...o sistema aqui é muito diferente, pois aqui quem manda sao os Agentes (nao existe Agente nao concursado). Escala 24x72, mais de 60 dias de ferias, temos .40 acautelada e porte nacional . abraço

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    1. Eu disse que é um dos melhores, atrás do sistema privado e do Federal, no caso, Brasilia é todo Federal, é outro nível com ASPs ganhando 10 mil inicial de carreira. Em Brasilia, tudo é melhor, pois tudo é do Governo Federal.

      Entendo, aqui também eles conhecem os procedimentos e tal. Normalmente, em pavilhões onde só tem presos condenados e não só preso provisórios, é muito tranquilo, como disse.

      Esse fato ocorreu apenas no pavilhão dos presos provisórios e no primeiro dia em que os novatos chegaram, não é assim nos outros dias.

      Acredito que nas cadeias Federais não há presos provisórios, apenas condenados, o que deve facilitar bastante o trabalho.

      A escala aqui é 12x48 com 25 dias ativos(não conta sábado nem domingo) de férias, porte de arma para calibre não restrito.

      Acredito que aí a concorrência é maior, pois para agente não é exigido curso superior, como na polícia civil, prova mais fácil, além de ser um ótimo salário inicial.

      abraços





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    2. O DF é Distrital (estadual), nao é federal, nada a ver uma coisa com a outra, nos federais sao 1 preso por cela...praticamente tem mais Agentes que presos. Aqui temos 7 mil vagas para quase 16 mil presos em todo sistema. Trabalho justamente no pior presidio que sao os provisorios..1200 vagas para 4 mil presos. Cela que cabe 4 tem 15,20 , bloco com 1000 presos e 3 Agentes...e isso nao impedem de cumprirem todo procedimento. Enfim, sorte ai, gosto muito do que faço e nao trocaria por nenhuma policia ...abs.

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    3. Opa.

      Não sei bem como funciona essa diferenciação, por mim tudo que se refere a Brasília era com verba Federal, já que apenas a cidade de Brasília não geraria verba o suficiente para se manter.

      Bom saber que aí as coisas são melhores. O bom mesmo seria se fosse bom pra todos e em todos os lugares, mas tenho fé que vai ser assim um dia.

      abraços e obrigado por ter me alertado para isso!

      Os professores do curso que tinham dito que o sistema mineiro era um dos melhores, como eu havia dito no ínicio da série, eu não tenho conhecimento algum sobre o sistema, apenas o curso de formação e meu estágio na penitenciária.

      abraços

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